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Editorial

Parabéns a todos os nossos leitores. Como poderão ver, o EENET continua a empenhar-se para facilitar a comunicação e a focar, a nível mundial, as questões da inclusão e da exclusão. Este Boletim visa, particularmente, um dos objectivos do EENET: proporcionar uma rede de informações que inclua as preocupações e experiências dos que trabalham numa ampla variedade de áreas. Tendo isto em vista, fizemos um esforço consciente para recolher e partilhar artigos que exprimam as preocupações de indivíduos e de organizações que trabalham nas questões relacionadas com a exclusão, causadas pela pobreza, pela deficiência, pela raça e pelo sexo.

O objectivo particular deste número do Boletim consiste nas “atitudes”. A mudança de atitudes é considerada como uma parte importante de qualquer tipo de transformação. Não tem sido fácil revelar as atitudes dos diferentes protagonistas, sob a forma de artigos curtos e concisos. O objectivo consistia em perguntar às pessoas cujas atitudes tinham mudado para contar as suas histórias, uma vez que, em muitos casos, outros tendem a fazê-lo em seu nome.

O desafio consiste em reunir exemplos de mudanças de atitudes e apresentar o processo através do qual tais mudanças ocorreram. Sabemos que as mudanças não se verificam como resultado de orientações genéricas ou através a vontade que os outros têm de que mude a nossa maneira de pensar, de trabalhar ou de interagir.

Consequentemente, este processo não pode ser forçado e, para que o processo seja iniciado e tenha sucesso, exige alguma vontade e participação.

Um outro desafio consiste no facto da mudança das atitudes não se poder exprimir em números ou estatísticas. Foi, assim, necessário identificar exemplos e histórias específicas. Neste terceiro número do Boletim, encorajámos aqueles que se sentem à vontade para escrever ou falar sobre as suas atitudes ou mudanças de atitudes para o fazerem. Temos ainda um longo caminho a percorrer para conseguirmos criar um suporte que encoraje de forma adequada as pessoas a falarem de si. Existem ainda barreiras tais como métodos de comunicação, diferenças linguísticas, distâncias geográficas e a nossa própria falta de transparência. Durante o processo de edição tivemos dificuldade em encontrar palavras e frases que significassem o mesmo para todos os leitores e que não tivessem conotações negativas. Por exemplo, as pessoas que referimos como tendo dificuldades de aprendizagem são descritas de forma diversa nas diferentes partes do mundo. Tentamos estar atentos à utilização da linguagem, mas sabemos que é impossível usarmos palavras que tenham o mesmo significado para toda a gente. Por favor, partilhem connosco o que pensam sobre esta questão. Talvez pensem que não é importante, ou talvez tenham tido problemas semelhantes com palavras e rótulos. Quaisquer que sejam as vossas experiências, caros leitores, gostaríamos de ter algum feedback da vossa parte.