Foco na Política

Hong Kong, SAR China
China
Bangladesh

Hong Kong, SAR China

Vivian Heung

Depois de, durante 140 anos, ser uma colónia da Coroa Britânica, Hong Kong passou, em 1997, a ser uma Região da China com uma Administração Especial. De acordo com Vivian Heung, as vibrantes reformas educativas introduzidas depois de 1997, estão a provocar algumas mudanças globais no sistema educativo que facilitarão o desenvolvimento da educação inclusiva.

Em 1997, o Director Executivo de Hong Kong, o Sr. Tung Chi-Hwa, numa declaração política que proferiu, declarou que a educação era um da das três maiores preocupações para o novo governo. As novas reformas educativas, preparadas pela Comissão de Educação de 2000, são inclusivas. Visam assegurar uma educação inclusiva de alto nível para todos os alunos, incluindo os alunos com dificuldades de aprendizagem. A Comissão recomendou que as escolas adoptassem um ensino diversificado e métodos de avaliação, capazes de responder às diferentes necessidades educativas dos alunos e a desenvolver as suas múltiplas capacidades

O clima da reforma educativa pós-1997 ajudou a activar uma política oficial visando a integração dos alunos com deficiência na educação regular, o que está a ser realizado a partir de 1997. O Livro Branco sobre Reabilitação - "Igualdade de Oportunidades e Plena Participação", de Maio de 1995, reiterou a necessidade do máximo e desenvolvimento do potencial dos alunos.

Os últimos vinte anos mostraram que Hong Kong necessita de uma politica oficial de inclusão mas, para que a implementação dessa política seja implementada, necessita igualmente de garantir às escolas apoio para a sua mudança visnado a educação inclusiva. é necessário apoio para o desenvolvimento de recursos, para as mudanças na elaboração do currículo, e para a introdução de métodos de avaliação que se adeqúem às diferentes necessidades dos alunos. A este respeito tem sido importante o projecto-piloto de dois anos sobre integração, apresentado pelo Governo em 1997. A partir dum grupo inicial de nove escolas, que integraram o projecto em 1997, praticam agora educação integrada 116 escolas, de entre o total de 1300 escolas primárias e secundárias existentes. (Hong Kong tem uma população de 7.3 milhões).

Guia orientador

Numa perspectiva de desenvolvimento futuro, o Governo continuará a promover uma estratégia de trabalho visando a escola como um todo. As escolas serão encorajadas a manter Equipas de Apoio à Escola. Estas incluem o director da escola, ou o seu representante; representantes dos alunos; o responsável pela orientação curricular; pessoal de apoio aos alunos; e representantes dos pais. Estas equipas respondem às necessidades dos alunos através de:

O Departamento de Educação e Recursos Humanos está a desenvolver um instrumento de auto-avaliação, os "Indicadores de Hong Kong para a Inclusão", de forma a apoiarem as escolas regulares a reflectirem sobre as suas necessidades e a planearem os desenvolvimentos futuros. Este instrumento é baseado no "Index for Inclusion" (desenvolvido originalmente pelo Reino Unido) e exige uma estratégia de colaboração em equipa.

Vivian Heung é a Responsável pelo "Centre for Special Needs and Studies in Inclusive Education".
CSNSIE, Hong Kong Institute of Education,
10, Lo Ping Road,
Tai Po, New Territories,
Hong Kong, SAR China
Email:
Website: www.ied.edu.hk/csnsie

China

Deng Meng

Calcula-se que o nível de escolarização das 6.3 milhões de crianças deficientes em idade escolar da China aumentou de seis por cento, em 1987, para oitenta por cent, em 2000. Neste pequeno artigo, Den Meng dá-nos uma breve descrição do desenvolvimento da política educativa na China, onde existe uma população de 1.28 biliões e uma população entre os 0 e os 14 anos de 292 milhões.

O primeiro documento relacionado com a educação na República popular da China foi o texto "Resoluções sobre a Reforma do Sistema Escolar" de 1951. Este texto incluía medidas sobre a educação de pessoas com deficiência em escolas especiais. A Lei de 1986 "Lei da Educação Obrigatória" tornou obrigatório o direito à educação para todas as crianças. Consequentemente, as escolas públicas começaram a aceitar crianças com deficiência e isto passou ser um critério importante a ser considerado pelas inspecções oficiais distritais. Desde então, têm sido publicadas diversas leis e regulamentos, tais como:

Para se assegurar a admissão nas escolas comuns de alunos com deficiência a quem até aí tinha sido negada a escolaridade, foi implementada a sua colocação nas classes regulares e desenvolvida a criação de classes especiais. Os alunos com deficiências físicas, dotados de autonomia são admitidos nas escolas regulares e os dependentes são considerados como utentes das organizações de bem estar social, tais como as federações de pessoas deficientes. Algumas escolas especiais funcionam como centros de recursos e prestam apoio aos professores de ensino regular.

Apesar do enorme aumento do número de crianças deficientes escolarizadas, ainda há muitas crianças com deficiências severas ou múltiplas que não frequentam a escola. A maior parte das escolas não estão preparadas, quer no que diz respeito aos recursos em material, quer no que diz respeito aos métodos de ensino ou às atitudes do pessoal. é necessário mais esforço para promover atitudes sociais positivas em relação à deficiência.

Dr. Den Meng é Professor associado do Centro para a Educação Especial da Faculdade de Ciências da Educação da Universidade Normal da China Central.

Está actualmente a realizar uma investigação colaborativa na Faculdade de Educação, da Universidade de Hong Kong e pode ser contactado através do email:

Modernizando a Educação no Reino Unido e na China: Perspectivas comparativas sobre a excelência e a inclusão social (2003). Este livro recente é da autoria de Patricia Potts e foi publicado pela Routledge-Falmer. ISBN: 0-415-29807-5.

Bangladesh

M. Mahruf Chowdhury Shohel

Cerca de metade da população do Bangladesh, num total de 130 milhões de pessoas, vive abaixo do limiar de pobreza. Neste artigo, Shoel apresenta os planos do Governo para erradicar a iliteracia através da educação básica. Foca, em particular, o papel da educação não formal, enquanto sistema complementar do sector formal.

No Bangladesh, a educação primária recebe cerca de metade do orçamento da educação. No entanto, de entre os 20 milhões de crianças em idade de escolaridade primária, quatro milhões não frequentam a escola, outros quatro milhões (ou mais) abandonam-na por razões de pobreza, e outros que completam a escola primária mal são capazes de ler ou escrever. Em 1995 foi estabelecida a Direcção da Educação Não-Formal para coordenar as acções do governo e das iniciativas privadas, de modo a garantir a efectivação duma educação básica.

O Plano Quinquenal (1997-2002) estabelece que: "O objectivo da educação não-formal, para além de proporcionar aos alunos competências relacionadas com a literacia, numaracia...deveria estender-se a áreas tais como o bem-estar emocional e físico...e capacidades de liderança." Refere, igualmente, a expansão da educação não-formal através de centros de literacia de massas e através da mobilização de esforços capazes de incentivar as agências exteriores ao Ministério da Educação na recolha de fundos.

A Política Nacional de Educação de 2000 estabelece que serão realizados mais programas de literacia através de métodos de educação à distância, utilizando a rádio, a televisão e outros meios de comunicação; e que a Direcção será transformada numa instituição de educação contínua e de desenvolvimento de competências.

As escolas não-formais de base comunitária, com os seus horários flexíveis, são muito eficazes no trabalho com as crianças e na educação de adultos. Os objectivos dos programas de educação não-formal dirigidos por organizações não governamentais consistem em reduzir a iliteracia generalizada.; contribuir para a educação básica das crianças, especialmente as das famílias mais pobres; promover a educação das raparigas ; dar mais poder às mulheres e apoiar o programa do governo de uma educação básica universal.

Depois de completarem os cursos não-formais, as crianças podem continuar a sua educação, inscrevendo-se em escolas primárias e secundárias formais, nos níveis que lhe são adequados. No entanto, os laços entre a educação formal e não formal têm de ser mais firmemente estabelecidos.

O carácter rígido da educação não formal tem muito que aprender com as perspectivas inovadoras da educação não-formal que é mais centrada no alunos e que enfatiza mais a educação activa. A educação não-formal é complementar ao sistema formal de educação para os grupos carentes e vulneráveis e deste modo a educação floresce no Bangladesh.

M. Mahuruf Chowdhury Shoel está a actualmente a estudar na Universidade de Manchester e pode ser contactado através do EENET ou através do email: ou

"O sistema de educação não formal visa as crianças que não podem ser admitidas nas escolas primárias, as que abandonam as escolas, os adolescentes que caem na iliteracia ou os jovens e adultos que nunca beneficiaram de qualquer escolaridade." Divisão Governamental de Educação de Massas e de Educação Primária."

 

 


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