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"A Inclusão não é um privilégio, é uma consequência natural de uma sociedade humana"
Ali Joibari, Irão
Editorial
Notícias do EENET
Formação de professores e inclusão
social na Índia
Desafiando a
exclusão de alunos cegos no Ruanda
A
história de Rupa: crianças-cuidadoras e doença mental na
Índia
Foco na política:
Hong
Kong
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Bangladesh
Casamento precoce e
educação
Violência
relacionada com o género nas escolas Africanas
Crianças soldados na Colômbia
Intervenção da família em prol da
inclusão em educação
Notícias regionais
A entrevista do EENET: África do Sul
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Traduzido para Portugês por Ana Maria Bénard da Costa
Arabic translation (PDF
118k)
English translation
Quando, no Ocidente, se fala de inclusão verificam-se, frequentemente, dois pressupostos. Em primeiro lugar, o pressuposto de que a inclusão está relacionada com os países chamados "em desenvolvimento" e que nos países tais como o Reino Unido ou os Estados Unidos tudo funciona bem. Em segundo lugar, o pressuposto de que a inclusão é sinónimo de deficiência.
A inclusão tem a ver com
o desenvolvimento das sociedades que aceitam a diversidade. Não tem a
ver unicamente com o que se passa nas escolas e nas salas de aula. Actualmente,
existe um grande desencontro entre as práticas de sala de aula e o que
acontece na vida real. Porque razão se há de esperar que todos os
alunos leiam do mesmo modo quando, na realidade, isso não acontece?
Porque razão existem escolas especiais e classes especiais, se
não existe um mundo especial de adultos?
Em muitas sociedades Ocidentais existem grandes problemas relacionados com a inclusão. As atitudes racistas, os estereótipos relacionados com o género e pressupostos sobre as deficiências não surgem a partir do nada. Emergem de tradições muito conservadoras. Uma outra questão muito importante consiste na relação entre pobreza e insucesso escolar. Muitas crianças nos países do Ocidente estão em classes especiais pelo facto de serem pobres, por questões relacionadas com uma diferente língua materna ou com práticas educativas inadequadas.
Os movimentos internacionais deveriam orientar os seus recursos e aplicar as suas energias a debater as relações entre educação e sociedade. É extremamente difícil, por exemplo, sugerir soluções para o Burkina-Faso se não tivermos desenvolvido uma "pedagogia de possibilidades" que tenha uma forte base filosófica e teórica que se traduza em acção. Precisamos de transformar radicalmente o discurso da prática educativa e estabelecer a relação entre educação e sociedade, baseada nos direitos humanos, nas realidades sociais e nas necessidades dos alunos.
Sigamoney Naicker, África do Sul
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07/04/2004